sábado, 21 de março de 2015

MTN Group: Space | Eric Lereau


 Todo começo é difícil, mas a determinação é a maior virtude , 
assista o vídeo para tirar suas próprias conclusões
              

quinta-feira, 19 de março de 2015

A História da Faixa do Cidadão (CB):

Serviço Rádio do Cidadão iniciou-se nos Estados Unidos em 1947 quando a Comissão Federal de Comunicações (FCC) abriu o licenciamento, para uso do público em geral, da banda de 460-470 MHz. Em 1948 foram introduzidas três classes deste serviço ( A, B e C) mas a tecnologia daquela época não era suficientemente avançada, para fornecer equipamentos de baixo custo, capazes de operar na faixa de frequência designada.
Em 1958 a FCC revogou parte da banda dos 11 metros (27 MHz) previamente compartilhada por radioamadores e usuários industriais para o Serviço Rádio do Cidadão, criando uma nova classe do serviço, a Classe D . A banda foi dividida em 28 canais, 5 dos quais foram reservados para equipamentos de telecomando (brinquedos e outros aparelhos controlados por controle remoto).
Em plena década de 70, nos Estados Unidos, o Rádio do Cidadão alcançou a sua maior popularidade e em 1976 mais 17 canais foram adicionados, criando-se a faixa normalmente conhecida como Faixa do Cidadão que vai de 26.965 a 27.405 MHz (40 canais + 5 telecomandos).

Em 1977, nos Estados Unidos, 15 milhões de norte-americanos possuíam licença para utilizar esta faixa, entretanto as autoridades estimavam em 100 milhões o número de aparelhos em circulação.
Em 1983 a FCC deixou de requerer a licença para operação, após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que declarou ser inconstitucional licenciar o cidadão no direito da livre expressão pessoal e/ou comunicação.
Na Europa, o Serviço de Radio do Cidadão, que é chamado oficialmente de Radiocomunicações Pessoais 27′ (PR 27′), foi introduzido nos anos 60.

Nos anos 80 , os vários governos europeus já tinham suas próprias legislações e alguns, reconhecendo que deveriam ser desenvolvidos serviços de melhor qualidade, facilitaram o uso da faixa dos 900 MHz.
Em 1984, o Parlamento Europeu reconheceu “a importância do uso do Rádio do Cidadão como meio de expressão e comunicação para os cidadãos da Comunidade Europeia.” (Resolução de 30.03.1984). Com o avanço da tecnologia das telecomunicações (como por exemplo: o surgimento da telefonia celular que opera na faixa dos 900MHz ) e a intenção de unificar as legislações dos países que formam a Comunidade Europeia o panorama mudou bastante, hoje em dia o Serviço na Europa está bastante restrito não se poder utilizar antenas direcionais de alto ganho, e a potencia está limitada a 4 watts.
Em 1965, mesmo ilegais, grupos de Radioamadores e também iniciantes do Brasil inteiro, usando equipamentos de montagem própria, já operavam nas frequências de 27mhz apaixonados pelo baixo ruído de estáticas (comparados as bandas de 40 e 80 metros) e o uso de antenas menores e eficientes. Eles eram reconhecidos provisoriamente pelos serviços de fiscalização de Radioamadores e classificados como BX (carinhosamente chamados de BATATA XINGÚ) a qual cabiam a eles todas as responsabilidades de eventuais interferências.
Finalmente em 1970, o serviço de Rádio do Cidadão foi introduzido no Brasil inicialmente com 23 canais e mais 5 telecomandos imitando a legislação americana e tendo seu uso destinado para fins profissionais e familiar. Em 1979, atendendo aos pedidos dos milhares operadores dessa faixa e aos presidentes de vários grupos organizados, uma nova portaria (01/80) ampliava então para 60 o número de canais sendo 26.965 mhz como canal 1 e 27.605 mhz como canal 60 (60 canais + 5 telecomandos),  em 20006  a  RESOLUÇÃO ANATEL Nº 444, DE 28 DE SETEMBRO DE 2006 aumentou o numero de canais da Faixa do Cidadão no Brasil, Art. 2º Destinar a sub-faixa de 26,960 MHz a 27,860 MHz para o Serviço Rádio do Cidadão, em caráter secundário e uso não exclusivo.

Em alguns paises da Europa, prevalecem até hoje, apenas 16 canais e em outros como o Japão, o serviço foi definitivamente cancelado, Na Austrália e Nova Zelândia o Serviço é executado na Faixa de UHF.
link original e créditos:

CARTÃO DA ATIVAÇÃO ESPECIAL PP7FEB FAIXA DE 28 MHZ MODO SSB



sábado, 28 de fevereiro de 2015


Antigos radioamadores mantém amizade que foi propagada há mais de 30 anos


Na geração de Facebook e WhatsApp, falar sobre Rádio PX é falar grego. Mas na vida do fotógrafo Tião Guimarães, de 74 anos, o antigo meio de comunicação continua sendo companheiro de todas as horas e ponte para amizades verdadeiras e duradouras. Um dos raros adeptos do radioamadorismo em Campo Grande, Tião não tem lá muita empatia pelas novas tecnologias e mantém a paixão de se comunicar pelas ondas do rádio. Há 37 anos quando fez o primeiro contato com o mundo por meio do PX, o fotógrafo lembra que a novidade virou vício. "Hoje em dia, considero isso uma paixão de maluco mesmo, mas sou falador, contador de causos, por isso continuo aqui", ressalta o fotógrafo que não faz questão de se juntar aos viciados do Facebook. Sobre as gírias e códigos de rádio, Tião cita '88' para beijo e '51' quando quer enviar um abraço para os colegas do PX. Entre um 'QAP' (Estou na escuta) e um'QSL' (Entendido), o radioamador consegue dar boas risadas com os bate-papos via rádio, mas também já arrumou brigas, principalmente com os 'queridos' argentinos. "A rivalidade com os hermanos também existe no PX", revela. E quando estações entre argentinos e brasileiros se encontram, a baixaria rola solta. "Prefiro nem comentar os palavrões", menciona. Quando se tornou radioperador, Tião mantinha contato apenas com pessoas do Brasil, isso porque ele não tinha confiança em falar com estrangeiros. Mas logo, o dono da estação Camalote sintonizou outros canais que o levaram ao mundo todo. Foi pelo rádio que Tião aprendeu a falar castelhano. Como em uma rede social, o rádio PX ligou Tião a vários desconhecidos que logo se tornaram mais que amigos, hoje são parte da família. Ao sintonizar uma das estações chilenas pela rádio, ele conheceu Coiote, apelido que Francisco Llanos, 53 anos, adotou para as conversas como radioamador. O contato se concretizou fora das ondas do rádio e se transformou em uma amizade que dura mais de 30 anos. "Em 1984 visitei pela primeira vez o Francisco que morava no sul de Santiago (capital do Chile)", lembra Tião. De lá para cá, o contato nunca foi interrompido e as histórias construídas pela ponte Brasil e Chile/ Chile e Brasil a cada ano aumentam. "Em 1988 me casei e vim passar a lua de mel na casa do Tião", relata o chileno que apenas duas semanas atrás estava de volta à casa do amigo com a atual esposa. "O Tião e a família dele já fazem parte da minha vida", enfatiza Francisco que deu ao filho o nome de Sebastião para homenagear o amigo. Mas será que pelas redes sociais mais modernas é possível construir uma amizade tão forte? O amigo Luiz, 50 anos, acredita que não. Ele, que é campo-grandense, também se juntou a Francisco e Tião por meio do rádio ainda na década de 80 quando mantinha a estação Curió. "A amizade de rádio é diferente. Lembro que era muito mais emocionante conhecer alguém dessa maneira", considera Luiz que teve as primeiras namoradas graças ao PX. Hoje, ele, assim como Francisco, deixou o radioamadorismo no passado e aderiu aos recursos mais modernos para se comunicar. "Mas é diferente, nunca fiz qualquer amizade pela internet", compara. Se o PX ficou no passado, a amizade do trio continua firme e forte. Para Tião, as conversas via rádio ainda divertem. Apesar de dedicar menos tempo ao antigo hobby, ele capta novas e boas surpresas de vez em quando, mas também desilusões. "Nem todo contato de rádio vira amizade. Alguns somem, nunca mais converso". Por enquanto, as amizades duradouras advindas do rádio parecem ter sido propagadas por ondas bem maiores. "Não acredito em coincidências, mas em fatos programados. A gente atrai certas pessoas para nossa vida que são únicas", expressa Tião.
Antigos radioamadores mantém amizade que foi propagada há mais de 30 anos
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