sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A SEGURANÇA NA ESTAÇÃO DE RADIOAMADOR


Abordaremos alguns ascpectos sobre a prevenção contra choques elétricos e sobre operação segura em estações de radioamadores.



Como radioamadores licenciados, todos possuímos, em nossas estações, um ou mais equipamentos energizados através da rede elétrica de 117 ou 220 volts. Até os equipamentos transistorizados, muitas vezes, operam a partir de fontes de alimentação, conversoras ou carregadores de bateria conectados à rede domiciliar de corrente alternada.



Quando bem utilizados, estes equipamentos oferecem considerável segurança quanto ao perigo de choques elétricos acidentais, por exemplo. Nunca é demais, contudo, relembrar alguns pontos básicos que convém termos sempre em mente, para a perfeita manutenção da segurança em nossa estação.



Em primeiro lugar, evite operar equipamentos com gabinete aberto, sem tampas de proteção. Este aspecto é importante não apenas para a proteção contra choques elétricos, causados pelo contato acidental com algum componente com potencial de tensão elevado, mas também para o perfeito funcionamento do aparelho. Transmissores sem blindagens adequadas, por exemplo, além de oferecerem riscos à vida dos operadores, pelas altas tensões presentes em seus circuítos, freqüentemente também irradiam sinais indesejáveis, capazes de provocar interferências em televisores, etc.



Assim, cuide para que o gabinete do seu transceptor esteja sempre bem fechado, com boas conexões elétricas nas suas junções. Não é incomum que - principalmente com alguns equipamentos novos - às vezes seja preciso lixar levemente alguns pontos, sob a parte inferior da tampa, junto aos parafusos de fixação, para remover um pouco da pintura e garantir um bom contato elétrico. Utilizar pequenas arruelas de pressão, denteadas, nos parafusos de fixação, pode ser, igualmente, uma boa alternativa.



Estude a possibilidade de instalar um bom terminal de terra para conectar aos equipamentos de sua estação. Um terminal de terra eficiente, é importante ressaltar, embora seja de difícil construção, em termos de radiofreqüências, pode ser fundamental na proteção do operador contra choques elétricos. Em especial para radioamadores iniciantes na atividade, operando nas faixas baixas de HF, com pouca prática no manejo de equipamentos eletrônicos. Informações complementares sobre o tema podem ser obtidas em todas as edições do RADIO AMATEUR’S HANDBOOK, da ARRL, bem como no livro TVI, etc., de autoria do nosso amigo e colega Odi Melo.



Verifique, regularmente, o estado dos plugues e cabos de ligação dos equipamentos existentes na estação. Não permita que pontas desencapadas ou fios com isolamento deficiente, ligados à rede de corrente alternada, fiquem expostos. Revise também o estado das tomadas elétricas da parede, bem como o estado da própria fiação. Não é preciso lembrar que equipamentos de radioamadores podem solicitar correntes bastante respeitáveis da rede. Para evitar riscos de aquecimento da fiação elétrica, perigo de curto-circuíto, etc., é necessário que os condutores da rede de energia que abastece toda a estação sejam de bitola adequada (2 milímetros de diâmetro ou mais), bem como que estejam corretamente instalados no interior de conduites, etc.



Uma outra recomendação importante: para a máxima segurança na estação, o ideal é que o radioamador, ao ausentar-se da estação, possa desligar todos os equipamentos submetidos à tensão. Assim, procure colocar um interruptor geral no recinto da estação, em especial quando existirem crianças na família. Desta forma, não só o operador estará protegido contra choques acidentais, quando não estiver utilizando os equipamentos da estação, mas também os eventuais freqüentadores do “shack”.



Ao instalar um interruptor geral para a sua estação, prefira os que possuam fusíveis internos e que sejam do tipo duplo, isto é, que desliguem tanto o “vivo”, como o “neutro” da rede elétrica. Isso evitará que descargas elétricas oriundas de raios que atinjam, eventualmente, a rede, durante tempestades, possam danificar os seus equipamentos.



Depois, habitue-se, ao ausentar-se da estação, a desligar sempre o interruptor geral do “shack”. Uma boa alternativa para que você possa lembrar-se de desligar o interruptor geral é instalar junto ao mesmo, uma lâmpada piloto neón. Quando acesa, funcionará como aviso de que os equipamentos estão energizados e que portanto, o interruptor geral precisa ser desligado quando você encerrar os trabalhos na estação. Instale o interruptor geral com a lâmpada piloto de advertência em local bem visível, de preferência próximo à porta de acesso à estação. Instrua também os demais membros da família sobre o funcionamento do interruptor, esclarecendo como desligar a rede elétrica da sua estação.



Essa providência poderá ser útil em casos de acidente, principalmente quando você estiver, na oportunidade, afastado de casa.



Como vimos, o funcionamento da sua estação de radioamador não deve oferecer qualquer risco a você e à sua família ou ao seu patrimônio. Em eletricidade, nunca é demais repetir, o melhor é prevenir que remediar.



Assim, seja zelozo na instalação e na mautenção dos equipamentos da sua estação. Faça com que todos os seus aparelhos estejam no interior de gabinetes de metal, e que estejam conectados a um bom terra. No caso de algum curto-circuito ou de uma pane em um componente qualquer, o máximo que pode acontecer, quando os equipamentos da sua estação estiverem corretamente aterrados, será o rompimento de algum fusível de proteção. E não um choque elétrico potencialmente fatal, causado pelo contato do operador com o gabinete metálico.



Vamos ver agora algumas dicas que podem ser úteis para tornar os seus equipamentos mais seguros, em especial para os que apreciam a experimentação e as montagens caseiras.



Reserve o máximo de cuidado possível no projeto e na construção das fontes de alimentação de seus aparelhos eletrônicos. Fios, cabos e conexões devem ficar perfeitos, com boas ligações elétricas e boa isolação dos demais pontos do circuito.



Escolha capacitores de boa qualidade para a instalação, quando o projeto assim o exigir, entre os lides do primário do transformador de alimentação e a massa. Use capacitores com, no mínimo, 1.600 volts de isolação.



Na saída de fontes de tensões elevadas, procure instalar resistores de drenagem, com bastante folga em sua dissipação, após os capacitores eletrolíticos. Os resistores de drenagem servem para evitar choques, que podem ser fatais, causados pelo contato acidental com os terminais dos capacitores eletrolíticos, capazes de armazenar cargas perigosas mesmo muito tempo depois que o equipamento foi desligado da rede.



A propósito ainda de fontes de alimentação, lembre-se que no projeto de circuitos dobradores ou multiplicadores de tensão, alguns capacitores eletrolíticos estarão com a sua carcaça “viva” ou seja, com potencial fornecido pela fonte, oferecendo risco de choques elétricos. Neste caso, além de isolar estes componentes do chassís, é importante envolvê-los em algum invólucro isolante, caso já não possuam. Isso evitará o contato acidental do operador com a carcaça metálica do componente, ao manusear o equipamento.



Nas fontes de alimentação de alta tensão, o recomendável é utilizar interruptores de segurança do tipo “NF”, normalmente fechado, acoplados às tampas de acesso ao gabinete. Os interruptores devem estar conectados de tal forma que, sempre que for preciso abrir a tampa do aparelho, o fornecimento de energia ao circuito seja automaticamente cortado. Este recurso também deve ser utilizado nos estágios de saída de transmissores valvulados, amplificadores lineares, etc., onde existem, normalmente, tensões e correntes bastante elevadas.



Ao fazer qualquer reparação nos equipamentos de sua estação, desligue-os, antes, da rede elétrica.



De uma forma geral, todos supomos que as tensões elétricas muito elevadas é que são as mais perigosas. Tal noção, contudo, não é correta. Na verdade, conforme comprovam as estatísticas, muito mais gente morre, todos os anos, por choques elétricos de baixa tensão, como os da rede doméstica de corrente alternada, do que com altas tensões. Há episódios fatais de choques acontecidos até com as tensões existentes na rede telefônica, com as vítimas tomando banho de imersão, por exemplo. A literatura médica também registra casos fatais com choques fracos de corrente alternada de apenas 25 volts.



A eletricidade pode lesar o corpo humano de várias maneiras. Pode agir sobre o SNC, Sistema Nervoso Central da vítima, ou sobre o coração, produzindo perda reversível da consciência ou a morte. O calor produzido pela ação da passagem da corrente elétrica pode também coagular os tecidos e produzir necrose. Por último, a tetania, ou seja, os espamos musculares violentos provocados pelo choque podem causar lesão dos ossos ou dos tecidos moles.



Cumpre destacar que a corrente é ainda mais importante que a tensão na severidade do choque. A intensidade da corrente elétrica depende da tensão e da resistência dos tecidos, principalmente da pele. A resistência da pele diminui com a presença de umidade. O suor, por exemplo, reduz drasticamente a resistência da pele: quando está seca, fica entre 100 e 600 mil ohms; quando molhada, pode cair a 1.000 ohms ou menos. A resistência interna do corpo humano é muito menor. É por esta razão que a corrente se torna muito mais perigosa se entrar no corpo através de um corte ou outro tipo de ferimento na pele, como uma queimadura, o que pode acontecer quando o contato com a fonte de eletrocussão é prolongado.



Corrente da ordem de 200 microampéres e menores passam pelo corpo sem efeito algum. Correntes da ordem de um miliampére produzem contrações musculares. Podem ser tão intensas que impedem a vítima de livrar-se do circuito. Em geral, os homens podem libertar-se de correntes de 9 miliampéres ou menos, enquanto que o valor máximo para as mulheres é de 6 miliampéres. Correntes de 15 a 20 miliampéres também provocam dor e paralisia, impedindo que a vítima possa se libertar sem auxílio.



Uma corrente elétrica de 100 miliampéres, fluindo das mãos para os pés, por exemplo, pode produzir fibrilação ventricular, isto é, o funcionamento errático do coração ou até a sua parada. Já as correntes entre 300 e 200 miliampéres são duplamente perigosas, porque tendem a provocar fibrilação ventricular e paralisia respiratória.



O que fazer para socorrer uma vítima de choque elétrico? Em primeiro lugar, livrar imediatamente a vítima da corrente elétrica da fonte de eletrocussão. Cuidado para, ao tentar salvar a vítima, você também não seja atingido pela corrente elétrica. Após a liberação da vítima, iniciar a respiração artificial, se cessou a respiração espontânea, bem como a massagem cardíaca. Tanto a respiração artificial como a circulação artificial devem ser mantidas até a chegada de socorro médico, ou até que se tenham restaurado, satisfatoriamente, as respectivas funções. Estas medidas são muito importantes para a ressuscitação de vítimas de choques elétricos. Estudos médicos evidenciaram que, nas pessoas em que se aplicou a respiração artificial num período de três minutos ou menos após o choque, a taxa de sobrevivência foi de 73%.



Como vimos, não se iluda com a idéia de que apenas as altas tensões são perigosas. Tudo depende da intensidade da corrente. Podemos conhecer a intensidade da corrente aplicando a fórmula derivada da Lei de Ohm: a intensidade da corrente é igual a tensão dividida pela resistência.



Vejamos um caso prático. Qual a intensidade de uma corrente de 110 volts, percorrendo uma pele cuja resistência seja de 500 ohms, por exemplo? Aplicando a fórmula, veremos que a intensidade da corrente será de 220 miliampéres. E, como comentamos anteriormente, uma corrente desta ordem é potencialmente fatal, pois pode produzir fibrilação ventricular, parada respiratória e espasmos musculares generalizados, que impediriam a vítima, mesmo que se mantivesse consciente, de libertar-se sozinha da fonte do choque elétrico.



Até tensões tão baixas como 12 volts podem ser perigosas, teoricamente, se a resistência da pele for igualmente baixa. Uma tensão de 12 volts percorrendo uma pele com uma resistência de 100 ohms, por exemplo, terá uma intensidade de corrente de 120 miliampéres. Uma resistência de 100 ohms pode ser encontrada entre uma orelha e a outra, em alguns indivíduos, ou então, em áreas de pele não protegidas, como em cortes ou ferimentos.



Moral da história: em eletricidade, nunca é demais repetir, mais vale prevenir que remediar. Seja rigoroso na manutenção da segurança em sua estação, ou em sua bancada de eletrônica. Não permita que a eletricidade possa representar um risco à sua vida.



Uma observação final: não esqueça também da segurança do seu sistema irradiante. Não levante torres ou mastros metálicos próximos à rede elétrica. Não instale a sua antena em pontos tais que, no caso de queda por vendavais, possa interceptar, na sua trajetória, qualquer fiação de energia elétrica. Estaie convenientemente todas as estruturas metálicas utilizadas para a sustentação das antenas da sua estação. Ao levantar mastros, torres, postes, etc., solicite, antes, o auxílio da concessionária local de energia elétrica. Caso necessário, o pessoal da empresa interromperá o fornecimento de eletricidade nas cercanias de sua estação, caso seja constatado qualquer risco de contato acidental com a rede.



Fontes consultadas:



- The Radio Amateur’s Handbook, da ARRL

- Tratado de Medicina, de Baeson e McDermot

- Revista Eletrônica Popular, março/abril de 1970

- TVI, etc. - Um Estudo para Radioperadores, de Odi Melo, Antenna Edições Técnicas, 1986


Colaboração: Ivan Dorneles Rodrigues - PY3IDR

email: ivanr@cpovo.net



Link Original:
http://www.radioamador.com/tecnica/seguranca.asp

CARTÃO COMEMORATIVO RODADA PADRE LANDELL DE MOURA: 25 PARTICIPAÇÕES

domingo, 17 de janeiro de 2010

A ionosfera, reflexão e propagação de ondas de rádio


Ionosfera

A radiação Solar se choca com átomos de oxigênio e nitrogênio e deslocam seus elétrons nas camadas superiores da atmosfera criando assim IONS, os quais são carregados positivamente. Existem quatro regiões distintas de gás ionizado no espaço compreendido entre 50 km até aproximadamente 500 km. Juntas, estas regiões formam o que denomina-se IONOSFERA.

A ionosfera refrata as ondas de radio de freqüências especificas, primariamente a faixa de HF ( conhecida como Ondas Curtas de 3 MHz a 30 MHz ). É esta refração da energia de radio que torna as comunicações de radio possíveis ao longo do mundo. Este fenômeno da refração é similar ao aparente "entortamento" de uma caneta quando submersa em um recipiente de água.

A camada D é a região mais baixa da Ionosfera.
Alcança a máxima ionização durante a tarde mas os seus íons se dissipam rapidamente.
Esta camada é responsável por absorver as freqüências de radio, e não refratar. Quanto mais ionizada está a camada D, maior a absorção da energia do radio. As freqüências acima de 10 MHz não são prontamente absorvidas pela camada D, mas as bandas mais baixas são geralmente sem uso para a comunicação de longa distancia durante o dia, devido a este fenômeno.

Similar a camada D, a camada E dissipa seus íons rapidamente quando o Sol não esta brilhando sobre esta e assim é apenas um fator de maior relevância durante o dia.
Porem, diferente da camada D que absorve o espectro mais baixo das Ondas Curtas até Ondas Medias e permite as freqüências mais altas passarem através desta, a camada E pode refratar sinais de radio e causar seu batimento de volta para a Terra.

De noite, quando a camada E é muito fraca, os sinais de radio tendem a passar diretamente através dela. Algumas vezes, até sinais de VHF são refratados pela camada E, causando interessantes efeitos na propagação desta faixa.

As camadas F1 e F2 são agrupadas na chamada Região F. De fato, elas se combinam em um única camada durante a noite.
A Região F é a mais importante para as comunicações de longa distancia em Ondas Curtas. Esta camada retém sua ionização por mais tempo que as outras camadas e permanece ionizada durante a noite, mesmo não sendo de forma tão densa. Sua intensa ionização durante as horas do dia refratam as altas freqüências mas á noite ela irá normalmente permitir que passem através dela. As baixas freqüências, abaixo de 10 Mhz serão refratadas de volta a Terra durante a noite.

A noite, a camada D desaparece e a E se torna muito fraca pois não podem permanecer ionizada por muito tempo.

Também, as camadas F1 e F2 se combinam para criar uma camada única. As freqüências mais baixas agora se tornam muito úteis já que a camada D não mais está presente para absorvê-las.
Este é o motivo porque podemos ouvir estações de radio em Ondas Medias e Ondas Curtas localizadas algumas vezes a milhares de quilômetros durante a noite.

As mesmas altas freqüências que são úteis durante o dia podem passar direto através da Região F durante a noite.

A freqüência mais alta que pode ser refratada denomina-se MUF - Maximum Usable Frequency - Freqüência Máxima Utilizável.
É geralmente uma boa idéia usar um comprimento de onda próximo a MUF porque freqüências mais baixas podem estar mais suscetíveis a absorção e se tornarem degradadas.

Algumas vezes a MUF cai abaixo de 5 MHz devido a região F fraca ou perturbada.
As labaredas solares podem causar tais perturbações. Os pontos baixos do ciclo solar também não ajudam.

Índices de propagação

As condições correntes na ionosfera irão afetar enormemente como os sinais de radio em diferentes freqüências irão se propagar. As manchas solares ajudam a aumentar a habilidade da ionosfera em refratar as ondas de radio em HF enquanto as labaredas solares podem causar distúrbios na ionosfera conhecidos como tempestades geomagnéticas. Uma ionosfera com distúrbios irá absorver mais sinais de radio em HF do que propagá-los.

Numero de Manchas Solares: números elevados de manchas solares ( sunspots ) indicam acréscimo na radiação ionizante gerada pelo Sol a qual melhora a habilidade de refração de sinais de HF. O numero de manchas solares pode varia de zero até 200 durante o pico do ciclo de 11 anos de atividade solar.

Fluxo Solar: Similar ao numero de manchas solares, o valor do fluxo solar é realmente uma medida dos sinais de radio gerados pelo Sol. Este índice é tomado diariamente na freqüência de 2800 MHz ( 10,7 cm de comprimento de onda ). O aumento do ruído de radio do Sol significa mais radiação ionizante e se correlaciona com o numero de manchas solares. O valor do fluxo solar varia de 60 (sem manchas solares) até 300.

Índice A: o índice A descreve as condições geomagnéticas das ultimas 24 horas. Podem variar do intervalo de 0 até acima de 400 mas é raro observar valores acima de 100. Geralmente verificaremos índices A variando entre 4 e 50. Valores abaixo de 10 são desejáveis para as comunicações em Ondas Curtas e Medias. Números altos do índice A podem significar excessiva absorção das ondas de radio devido ao acréscimo das condições de tempestade na ionosfera.

Índice K: O índice K é similar ao índice A, mas reflete condições das ultimas 3 horas e seus valores variam de 0 até 9. Números baixos significam condições de ionosfera quieta. As tendências no índice K sao importantes a serem acompanhadas. Quando o índice K se eleva podemos esperar a degradação das condições de propagação, particularmente em direção as regiões polares.

Link Original:
http://www.minha.com.br/py5zd/tecnica/temp_ionosfera.html

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Rede de emergência no HAITI

FREQUENCIAS 7045, 3720 kHz emergência no HAITI

Publicação: 13/1/2010

Foi divulgado no QRZ.com o aviso de reserva de freqüências em 40 e 80 metros, 7045 e 3720 Khz para uso emergencial no caso do grande terremoto ocorrido no Haiti, inclusive em caso de um Tsunami.
Estas freqüências serão mantidas até que um novo aviso seja emitido.
Veja a mensagem na íntegra em:


http://forums.qrz.com/showthread.php?t=232762

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ANTENAS DE FIO COM DUPLA RESSONÂNCIA

Este artigo descreve uma interessante técnica que utiliza comprimentos fixos de cabos de 50 e 75 ohms para criar dois seguimentos em separado de baixa estacionaria na banda de 80 metros. O autor nos mostra como é possível usando cabos coaxiais de baixa perda em várias combinações, para uma antena horizontal de 80 metros, horizontal, em altura fixa, mas o que nós vamos ver mesmo o que acontece com alguns comprimentos diferentes de coaxial de real baixa perda que foram incorporadas ao sistema.



CONCEITO BÁSICO : A idéia principal é utilizar-se das propriedades dos transformadores de impedância de certos comprimentos de linhas de transmissão para então alterar a impedância de entrada ( e também a SWR ), do transmissor até o final do cabo. Primeiramente a antena de interesse neste caso , uma dipolo reta ou uma V invertida, é sintonizada para ressonar na freqüência central da faixa, que será discutida mais tarde . Segundo: Um pedaço de cabo de 50 ohms e fixado diretamente no ponto de alimentação da antena. O cabo é um múltiplo de ¼ de onda elétrico da mesma freqüência central. Terceiro : Um pedaço de cabo de 75 ohms, também de ¼ de onda elétrico da freqüência central é conectada na porção inferior do cabo de 50 ohms vindo da antena dipolo. Se necessário, um outro pedaço de cabo de 50 ohms será somado ao final do cabo de 75 ohms para estender a longitude até o shack .



PROCEDIMENTOS: Para efeito de demonstração, eu elegi a freqüência de 3650 como central, e elegi as freqüências de 3500 para cw e de 3800 para fonia . A antena para o experimento foi um dipolo horizontal para 80 metros, a 30 metros de altura. A condutividade do solo foi medida e encontrado o resultado de 0.005 siemens por metro e uma constante dielétrica de 13 . Foi usado neste dipolo fio 12 e ajustada a ressonância em 3650 kHz. Obtive uma impedância de entrada = 71.21 – j0.08 ohms. O pico de ganho medido neste dipolo foi de 7,70 D.B. num angulo de 20 graus acima da linha do horizonte. Após o ajuste para ressonar em 3650 kHz como o desejado, foi usado o programa para PC , EZNEC para encontrar a performance da antena entre 3500 a 3800 MHz ; esta informação está na tabela 1( ABAIXO ) . Foi encontrada uma estacionária de 1.42:1 na faixa central de operação, porém este numero sobe consideravelmente para as pontas, ou seja , em 3500 e 3800 kHz



FREQ IMPED. SWR

3500 60.27 - J 73.07 3.52

3525 61.97 - J 60.79 2.89

3550 63.72 - J 48.55 2.38

3575 65.52 - J 36.36 1.97

3600 67.37 - J 24.22 1.66

3625 69.27 - J 12.13 1.47

3650 71.21 - J 0.079 1.42

3675 73.20 + J 11.93 1.53

3700 75.24 + J 23.89 1.75

3725 77.32 + J 35.80 2.03

3750 79.44 + J 47.68 2.37

3775 81.61 + J 59.50 2.75

3800 83.62 + J 71.30 3.17



LINHAS DE TRANSMISSÃO IDEAIS: Como mencionado anteriormente, o exato comprimento do cabo de 50 ohms que é instalado entre os terminais da antena e a seção de ¼ de onda de cabo 75 ohms, deve ser um múltiplo de ¼ de onda elétrico da freqüência central . Por isso, comprimentos de 0.5 , 1.0 , 1.5 e 2.0 de onda ( WL ) são selecionados . Qualquer número de linhas de transmissão podem ser adicionados em série, porém todos devem ser ideais, ou seja cabos sem perda ! A tabela 2 nos mostra a estacionária ( SWR ) na porção inferior do cabo de 75 ohms, para cada um dos 4 comprimentos dos cabos de 50 ohms, quando cabos de perda-zero são usados. Uma revisão deste cabo, indica como “cabo C “, ( 1,5 WL de 50 ohms , mais 0.25 WL de linha de 75 ohms ) nos dá a melhor performance na sub – faixa de CW, com a SWR oscilando entre 1.4 e 1.6 : 1 . A estacionária em fonia se mostra melhor, nos mostrando 1.5 : 1 em 3800 kHz . Estes dados são para os considerados “cabos perfeitos “. Se formos contar, na verdade eles não existem ! Porém, o que acontece quando utilizamos cabos reais que tem baixa porém mesuráveis constantes de perda e atenuação ?



LINHAS DE TRANSMISSÃO REAIS: Com o crescente número de fabricantes de excelentes cabos coaxiais, tomamos o Beldem 8267 como exemplo em 50 ohms e o Belden 8261 para 75 ohms. Todos os cálculos das linhas de transmissão de baixa perda, foram feitos com o programa TLA, desenvolvido por N6BV, Dean Straw . Dean neste momento, lista estes dois tipos de cabo em seu programa, mas eles podem ser selecionados no software. Com o TLA, pode-se utilizar vários parâmetros, tanto para seção de 50 como para seção de 75 ohms . Os resultados finais são apresentados na tabela 3 . Como foi verdade com o “cabo perfeito “, com os cabos Beldem os resultados foram além das expectativas : a estacionária medida ficou em 1.2 :1 entre os segmentos de CW e fonia . Interessantemente, qualquer comprimento , longo ou curto de cabo melhoraram a estacionária nas sub – bandas de interesse. Os dois tipos de cabo Belden mencionados anteriormente, possuem um fator de velocidade de 0.66, e o comprimento físico para 1,5 WL de 50 ohms ,mais 0.25 WL de 75 ohms somaram 311 pés de longitude. Se uma especial e específica combinação de cabos não for suficiente para alcançar o shack,, uma porção extra de cabo de 50 ohms deverá ser utilizada da parte final do conjunto até o transceptor. Uma pergunta fica no ar : Se existem cabos de baixa perda que mantém a SWR plana porque não usar uma peça inteira desde a antena até o transceptor ? A tabela 4 nos mostra porque a resposta é não ! Substitua a porção de ¼ de onda de 75 ohms por outro pedaço com a mesma longitude de cabo 50 ohms, simplesmente v/c. verá no gráfico que não se trata de uma boa idéia ! O comprimento total de cabo 50 ohms aumenta , a SWR também cai , porém , a performance da combinação 50/75 será sempre superior. Se utilizarmos cabo de 50 ohms para tudo , o sistema terá uma só porção de estacionária mínima, enquanto quando se utiliza da combinação 50/75, existem dois pontos de mínima estacionária ! Isso era o que realmente nos desejávamos, não é mesmo ?



TABELA 2 : SWR medida no ponto de alimentação com várias combinações de cabos 75/50 .



CABO IDEAL ( PERDA ZERO )



FREQ ponto de alim. Cabo A Cabo B Cabo C Cabo D



3500 3.52 2.14 1.74 1.57 1.71

3525 2.89 1.98 1.63 1.38 1.29

3550 2.38 1.86 1.60 1.37 1.18

3575 1.97 1.76 1.61 1.46 1.33

3600 1.66 1.69 1.62 1.55 1.49

3625 1.47 1.63 1.61 1.59 1.58

3650 1.42 1.58 1.58 1.58 1.58

3675 1.53 1.54 1.52 1.51 1.50

3700 1.75 1.52 1.45 1.39 1.34

3725 2.03 1.51 1.37 1.24 1.14

3750 2.37 1.52 1.30 1.12 1.08

3775 2.75 1.57 1.31 1.23 1.39

3800 3.17 1.64 1.42 1.50 1.84



ONDE : Ponto de alimentação é a antena normal .

CABO A : 0.5 WL 50 ohms + 0,25 WL cabo 75 ohms

CABO B : 1,0 WL 50 ohms + 0,25 WL cabo 75 ohms

CABO C : 1,5 WL 50 ohms + 0,25 WL cabo 75 ohms

CABO D : 2,0 WL 50 ohms + 0,25 WL cabo 75 ohms

WL = Comprimento de Onda ( Wave Lenght )





TABELA 3 : Swr no ponto de alimentação , mais várias combinações de cabos 50/75 ohms.



CABOS COMERCIAIS



FREQ ponto de alim Cabo A Cabo B Cabo C Cabo D



3500 3.52 1.84 1.39 1.14 1.28

3525 2.89 1.78 1.42 1.15 1.08

3550 2.38 1.73 1.50 1.33 1.25

3575 1.97 1.70 1.58 1.50 1.45

3600 1.66 1.67 1.64 1.62 1.62

3625 1.47 1.65 1.67 1.69 1.71

3650 1.42 1.62 1.65 1.69 1.72

3675 1.53 1.59 1.61 1.63 1.65

3700 1.75 1.55 1.52 1.51 1.52

3725 2.03 1.52 1.42 1.36 1.36

3750 2.37 1.50 1.30 1.19 1.21

3775 2.75 1.50 1.20 1.04 1.24

3800 3.17 1.52 1.17 1.19 1.46



ONDE : Ponto de Alim. é a antena normal.

CABO A = 0,5 WL 50 ohms + 0,25 WL 75 ohms

CABO B = 1,0 WL 50 ohms + 0,25 WL 75 ohms

CABO C = 1,5 WL 50 ohms + 0,25 WL 75 ohms

CABO D = 2,0 WL 50 ohms + 0,25 WL 75 ohms





TABELA 4 : SWR medida no ponto de alimentação , cabo normal de 50 ohms.



FREQ Ponto de alm. Cabo A Cabo B Cabo C Cabo D



3500 3.52 2.96 2.71 2.50 3.33

3525 2.89 2.52 2.34 2.19 2.06

3550 2.38 2.13 2.01 1.91 1.82

3575 1.97 1.81 1.73 1.66 1.60

3600 1.66 1.56 1.51 1.47 1.43

3625 1.47 1.40 1.37 1.34 1.31

3650 1.42 1.37 1.34 1.31 1.29

3675 1.53 1.47 1.43 1.39 1.36

3700 1.75 1.66 1.59 1.54 1.49

3725 2.03 1.89 1.80 1.72 1.65

3750 2.37 2.16 2.03 1.92 1.83

3775 2.75 2.45 2.28 2.13 2.01

3800 3.17 2.76 2.54 2.35 2.19



ONDE : CABO A = 0,75 WL 50 OHMS

CABO B = 1.25 WL 50 OHMS

CABO C = 1.75 WL 50 OHMS

CABO D = 2.25 WL 50 OHMS


Dirceu C. Cavalcanti - PY5IP

email: py5ip@50mhz.com






LINK ORIGINAL:
http://www.radioamador.com/tecnica/dupla.asp

Problema com TVI ( interferências causadas por rádio-frequência )

Bem,este é um problema!
Para fabricação correta de uma boa antena você deve se preocupar com o "corte" exato de onde você costuma operar.
Como exemplo vou usar a dipolo,ou V invertido.
Pega-se 142,5 e divide pela frequência da faixa a operar e o resultado dividido por 2 mostra o tamanho real da antena ,
usaremos o Px , mais exato canal 20 frequência 27,205 para ficar no meio termo entre o canal 1 e 40.
Vamos lá então:
142,5 Dividido por 27,205 é igual a
5.238.....
Desse resultado dividimos por 2 ,
que é igual a
2.619 , arredondando 2.62 para cada lado .
(Nesse caso serve para a dipolo ou V invertido ou Plano Terra 1/4 de onda)
Ajusta-se a estacionária da V invertido abrindo/fechando a distãncia entre os elementos,
no caso a dipolo,aproximando ou afastando os elementos na gôndola e no caso a Plano Terra, na distância entre o elemento positivo e negativo (Lembrando que para a Plano Terra obter a impedância correta, os elementos negativos devem ter um ângulo de 45º)
"nunca diminua ou aumente a antena para se ajustar estacionária se a mesma já estiver cortada para a frequência desejada pois, você pode até conseguir uma boa estacionária, mas ela não vai ressonar onde foi cortada"
( não se esqueça que a expessura do alumínio usado na dipolo influencía na estacionária.
Neste caso usamos alumínio 3/4 parede fina ,fica jóia )
Outro problema é o cabo coaxial.
Não vou divulgar marca , mas não pode ser qualquer um .
Escolha o cabo homologado pela ANATEL.
Dependendo da distância do "Shack" você pode gastar uma boa quantia de dinheiro...
mas não deixe o cabo em segundo plano pois um mal funcionamento pode e vai ocasionar ,
ou a perda do equipamento por queimá-lo ou a perda da paciência dos vizinhos em reclamar .

Lembre-se que sua licença o habilita a operar e não a incomodar.

Por último caso , o próprio rádio com as bobinas palitadas soltando espúrios pra tudo quanto é lado ou com o "limitador de áudio arreganhado" .
Rádio bom é rádio novo ou usado realinhado!
Em qualquer um desses casos , chame alguém que entenda do assunto para auxiliar na procura/soluçã o do problema.
Comece por eliminar essas etapas:
corte da antena correto, localização da antena, cabos, conectores, depois o rádio.
Vale ressaltar que dependendo do modelo de TV
(antigo ou novo) e do tipo da antena ( não vale ser bombrill ) de seu vizinho,
por mais que você mude tudo aínda pode ocasionar TVi... observe também os cabos de extenção do telefone que ele usa , se for aquele expiralado made in ching ling que fica espalhado por toda casa , ele serve de bobina e capta quaquer coisa que se refira a RF,acredite.
Tenha paciência Boa Sorte!